quarta-feira, 17 de março de 2010

"Cuidado com a língua" dedicado à Madeira.

"Cuidado com a língua" dedicado à Madeira.

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=21216&idpod=36843&formato=wmv&pag=recentes&escolha=

A friza-Madeira. Pana, lançar-Açores.

Henrique Freitas

A friza.
Um anglicismo: há uns anos estava no Paúl do Mar a ver alguém tinha lapas para vender. Indicaram-me um senhor que me disse que tinha lapas apanhadas de manhã e que as tinha guardado na "friza" (obviamente derivado do inglês freezer).
Recordei-me então dum amigo picaroto (gentílico da ilha do Pico, Açores) que a...o derramar água no chão da cozinha exclamava: vou buscar o mapa para limpar o chão (derivado do inglês mop=esfregona).

Xana Abreu
É certamente daí que vem a MOPA (aportuguesada).
12/3 às 14:46 ·

Henrique Freitas
Também achava muita piada (e ainda acho) em alguns termos açorianos: a pana (a banheira ou alguidar), lançar (vomitar).
Gostei de ver o último "Cuidado com a Língua" do Diogo Infante, em que falava dos Açores e alguns provérbios termos açorianos.
Os sotaques variam de ilha para ilha bem como de sítio para sítio dentro da mesma ilha (tal como cá). O próximo programa é dedicado à Madeira. A não perder.
12/3 às 16:29 ·

Xana Abreu

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=21216&idpod=36552&formato=wmv&pag=recentes&escolha=

Femeeiro, fêmeo, fêmea e mulherengo.

Na emissão de 8 de Março de 2010 e porque estávamos a falar de "MULHER", recuperámos o regionalismo "Mulher entendida" que em bom madeirense significa massagista.
Ficámos também a saber que existe "fêmea" e "fêmeo" e que um "femeeiro" é o amigo de mulheres ou atiradiço a mulheres.
Mas o melhor, ou pior, de tudo é que o adjectivo "mulherengo" diz que é aquele que é muito afeiçoado a mulheres, ou (e note-se que estou a citar o dicionário) um maricas...

Mulher entendida.

Xana Abreu Vamos então recuperar um regionalismo do qual falámos no dia 8 de Março 2010

Mulher entendida = massagista.In Falares da Ilha - Abel Marques Caldeira.


Henrique Freitas
A minha avó então era uma mulher entendida: quando as crianças lá do sítio tinham o bucho virado, era a ela que recorriam, bem como algumas pessoas traziam os familiares (ou uma peça de roupa) para ser curada de mau olhado...

Agora também no facebook por iniciativa do ouvinte Henrique Freitas.

Xana Abreu A rádio, afinal, ainda está viva ...Quando são os próprios ouvintes a criar uma página para determinado programa, significa que a rádio não está em vias de extinção. Está bem de saúde e, pelos vistos, recomenda-se.Obrigada Henrique Freitas.É muito bom ter ouvintes assim.
10/3 às 15:14

Henrique Freitas
Ora essa, foi com muito gosto que o fiz. Espero ter aberto uma janela (ou mesmo uma porta) para que muitos possam ter acesso ao que por l... Ver maisá se divulga, e este tema muito querido de todos que é o falar das nossas gentes. Pretendia também contribuir para que muitas das expressões e termos regionais não caissem no esquecimento, fazendo a juventude ter acesso (já que estão mais à vontade com estas novas tecnologias) a expressões que infelizmente vão aindo em desuso. Mas acho que o grande mérito é todo vosso já que tiveram a ideia de criar o programa.Quero ainda deixar uma palavra de apreço à nossa Maria (perdoem-me mas não me recordo o sobrenome) que em todos os programas continua a ensinar-nos termos de aquintrodia, tão agradáveis de ouvir.Um grande bem haja.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Telefonias 11 Nov. 09

. Palavra do dia.

Mamata
(mamar + -ata) s. f.

1. Empresa ou administração pública em que políticos e funcionários protegidos auferem lucros ilícitos.

2. Exploração ou lucro que resulta de suborno ou tráfico de influências. = comilagem, ladroagem

3. Pop. Negociata, roubo.

4. Emprego lucrativo sem grande esforço. = , mama, sinecura, teta, tribuneca, veniaga

5. Ganho ou coisa pouco lícita. = expediente, marosca

6. Propina.

7. Comezaina.

In Dicionário Priberam da Língua Portuguesa on line .



D. Ximenes Belo, antigo Bispo de Díli e Nobel da Paz, chega hoje à Madeira para presidir ao lançamento do livro “Gentio de Timor” e participar em várias iniciativas oficiais.

A D. Ximenes Belo é uma das personalidades timorenses mais notáveis do nosso tempo, ligadas ao processo de independência de Timor-Leste, tendo recebido o Nobel da Paz em 1996, juntamente com Ramos Horta.
A sua presença na Madeira (chega hoje ao fim do dia) prende-se com uma série da iniciativas relacionadas com a sua terra natal e a convite de várias entidades.
Às 18 horas celebrará missa na igreja de Câmara de Lobos, em homenagem às vítimas do massacre de Santa Cruz (cemitério de Timor-Leste, a 12 de Novembro de 1991).
A visita do antigo Bispo de Díli a Câmara de Lobos tem a ver particularmente com o lançamento do livro “Gentio de Timor”, da autoria do capitão Armando Pinto Correia (natural do Estreito de Câmara de Lobos), e que foi administrador de Baucau entre 1928 e 1934.
Trata-se de uma obra etnográfica e cultural de elevado significado para os timorenses e que agora é reeditada sob a coordenação de João Luís Gonçalves, com o patrocínio do Município camaralobense e prefácio de D. Ximenes Belo.
A apresentação desta obra está marcada para a próxima sexta-feira, às 15 horas, durante o Fórum da Associação de Escritores da Madeira que irá decorrer no Centro Cívico do Estreito de Câmara de Lobos.

In Jornal da Madeira.


. Assim ou assado:

plagiário (latim plagiarius, -ii)
adj. s. m.
Que ou aquele que plagia.

ou
plagiador
(ô)
s. m.
Plagiário.


plagiar -
v. tr. e intr.
Copiar ou imitar, sem engenho, as obras ou os pensamentos dos outros e apresentá-los como originais.

plagiato
s. m.
Acto de plagiar.

Telefonias 4 Nov. 09

.Regionalismos.

“Falares da Ilha” – Abel Marques Caldeira

Moleira – Cérebro.

Moleirinha – Fontanela Parte menbranosa das crianças de tenra idade.
"Anda, assopra a moleirinha da menina qu´ela deu-lhe no goto. "

Namora abóboras – Indivíduo namoradeiro.

Mês dui reis - Janeiro
Das Candeias - Fevereiro
De São José –Março
Da Páscoa – Abril
De Maria – Maio
De São João - Junho
De Santa Isabel - Agosto
Dai Vindimas - Setembro
Do Rosairo – Outubro
Dui Santos - Novembro
Da festa - Dezembro.


Com entrevista, em directo, a José Abel Caldeira, filho do autor de "Falares da Ilha".

Telefonias 28 Out. 09


.Regionalismos.

“Falares da Ilha” – Abel Marques Caldeira



Meia cana – Medida de 15 metros de terra.

Medo que fina – Ter muito medo. “O piqueno tem medo do pai que se fina…”

Melar – apodrecer pela raiz; quanto às plantas, o que sucede quando leva muita água.


É menino – Termo que se dá à pessoa esperta, inteligente. Artista. "O gajo p´ra jogar à bisca é menino!”

Menineiro – Aquele que nunca envelhece, que mostra sempre jovem. Diz-se também no feminino. -Menineira.


Mastrunça – Mulher mal apresentada, que não se sabe vestir. "És uma mastrunça, vai-te arranjar milhor.”
Boneca de trapos, mal amanhada. “Olha menina, a tua mastrunça que tá acolá no chão.”



. “Assim ou assado ".


Aceder ou acessar?

Qual é o verbo que corresponde à palavra acesso? Hoje usa-se com frequência acessar, estará correcto?

O verbo correspondente a acesso é aceder, pois acesso deriva do latim accessus que, por sua vez, deriva do verbo accedere, que originou o português aceder. O verbo acessar é uma criação mais recente, com origem no inglês to access, e é usado sobretudo no português do Brasil e apenas para o domínio da Informática.




. “Folhas…Deixe-as caídas à cabeceira.” - Sugestão de leitura:


As Avis.


Durante os cerca de 200 anos que durou a dinastia de Avis, que teve início com D. João I, Mestre de Avis, Portugal esteve na vanguarda da História Mundial. Neste período sentaram-se no trono português oito reis e o país conheceu nove rainhas consortes, mulheres que, muitas vezes na sombra, definiram também elas o rumo da História do reino. Filipa de Lencastre, a mãe da Ínclita Geração; Leonor de Aragão, a Triste Rainha, que foi obrigada a fugir para Castela após a morte do marido; Isabel de Lencastre, que assistiu impotente ao confronto entre o seu pai e o seu marido; Joana de Castela, conhecida como a Excelente Senhora, que, por questões políticas e dinásticas, foi enclausurada num convento; Leonor de Lencastre, que mandou construir o Convento de Madre Deus em Lisboa; Isabel de Castela, filha dos Reis Católicos de Espanha, que morreu ao dar à luz; Maria de Castela, consorte de D. Manuel I, com quem teve uma relação de cumplicidade; Leonor de Áustria, peça fundamental no jogo político do seu irmão, o imperador Carlos V; Catarina de Áustria, avó de D. Sebastião. A partir do olhar destas rainhas, a historiadora Joana Bouza Serrano dá-nos a conhecer os seus casamentos, que representavam verdadeiros trunfos nos jogos de poder político, os partos sucessivos para garantir a sucessão, a sua dedicação à cultura e às artes, as tradições e costumes da corte e os diferentes acontecimentos políticos que marcaram a dinastia de Avis.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

26 Outubro

.Regionalismos.

“Falares da Ilha” – Abel Marques Caldeira

Majonguinhas – Nome que se dá a qualquer indivíduo que se deixa enganar facilmente. Pobre diabo. Simplório. “Coitado, é um majonguinhas…”

Manono – Molenqueiro; molenga.

Mastrunça – Mulher mal apresentada, que não se sabe vestir.”És uma mastrunça, vai-te arranjar milhor.”
Boneca de trapos, mal amanhada. “Olha menina, a tua mastrunça que tá acolá no chão.”

Matraca – Instrumento que faz ruído para dar sinal para o coro, na sé Catedral na Quinta e sexta-feira Santa, em substituição da sineta.

Matracar, Matraquear. "Taes p´raí a matracar há mai duma hora. Nan faças barulhada.”

Mazarulho – Saliência demasiada no corpo; bola de trapos ou de papel.
Grumo de farinha mal desfeita.

Mê dito mê feito – Afirmação de que se realizou ou se deu. “Tava a ver qu´ia cair. Mê dito, mê feito. Veio tudo por ali a baixo.”



. Palavra do dia.


mácula s. f.

mácula (latim macula, mancha, nódoa, erro)(latim vulgar *macella, diminutivo de macula, mancha, nódoa)(latim vulgar *macella, diminutivo de macula, -ae, mancha, nódoa)
s. f.
1. Nódoa.
2. Fig. Mancha; impureza; labéu; infâmia.

macular v. tr.

1. Enodoar; sujar.
2. Fig. Deslustrar; infamar.

imaculado
adj.
Que não tem mácula; puro.



. “Assim ou assado ".

Qual a forma correcta:

perda de tempo ou perca de tempo?


As formas perda e perca são sinónimas, e encontram-se registadas como tal, por exemplo, no Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves (Coimbra Editora, 1966) e em dicionários como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências/Verbo, 2001) ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Círculo de Leitores, 2002). A forma perca, por ter origem mais popular, deverá ser utilizada em contextos mais informais.

In Priberam

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

21 Outubro

.Regionalismos.

“Falares da Ilha” – Abel Marques Caldeira


“Lume nos convés” – Diz-se quando qualquer assunto toma carácter de gravidade. Desordem.
"Parece que há lume nos convés… Vou-me põe a andar…"

Macaqueira – Pequena doença. "Minha mãe ´tá c´a macaqueira…"

Má bico,(de), - Diz-se das pessoas que comem pouco, têm falta de apetite, especialmente quando se trata de miúdos . "Este piqueno é de má bico, nan come nada."

Madorna – Sonolência.
"Todo o dia tenho andado cuma madorna, parece que perdi a noite…"

Mainel – Muro que ladeia as levadas e as ribeiras.



. Palavra do dia.

Piurso (i-u)
adj.
1. Pop. Furioso, muito chateado, uma fera.
Ficar piurso: ficar pior que um urso, uma fera.




Sugestão Literária. Folhas….

Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar?


A acção decorre no Ribatejo, numa quinta onde se criam toiros.
A mãe está a morrer e cada um dos filhos fala e conta a sua história, que se cruza com a história dos outros.
Francisco, que odeia os irmãos e espera apropriar-se de tudo quando a mãe morrer; João, o preferido da mãe, pedófilo, que engata rapazinhos no Parque Eduardo VII; Beatriz, que engravidou e teve de casar cedo; Ana, a mais inteligente, drogada e frequentadora dos mais sinistros lugares onde se trafica droga.
Há ainda a figura do pai, que vai perdendo ao jogo a fortuna da família, na obsessão de que o número 17 lhe há-de trazer a sorte.
E finalmente Mercília, a criada que os criou a todos e que sabe todos os segredos.
Uma história cheia de personagens inesquecíveis, soberbamente criadas pelo estilo único de Lobo Antunes.




Assim ou assado?

Como devo dizer:

Ontem à noite trovoou ou
Ontem à noite trovejou?


Os verbos trovoar e trovejar são sinónimos e estão os dois correctos, embora trovoar seja considerada uma forma popular por alguns dicionários.

19 Outubro 2009



(Há, essencialmente, dois grandes tipos de regionalismos linguísticos: os originais, que não ocorrem noutras zonas, como “semilha”, “tapassol” (tapa-sol) ou “bus(z)ico” e os de sentido original, que ocorrem noutras zonas, mas não com o sentido que lhes é atribuído nesta região, como “prisão” (gancho de cabelo), “batata” (que se distingue de “semilha” porque identifica apenas a batata-doce), “pereira” (a árvore que dá pêra abacate), “horário” (o autocarro) ou “bilhardar” (falar da vida alheia).)


Helena Rebelo.




Chimeco - Diz-se que tem origem na palavra inglesa shoemaker (sapateiro), outrora inscrita numa sapataria da cidade do Funchal, cujo dono era de estatura relativamente pequena. Assim, na linguagem popular madeirense, por corrupção, ficou chimeco para caracterizar um homem de pequena estatura.


O relógio da Sé é que repete - Diz-se quando não estamos dispostos a repetir o que se disse.Nada no mundo Þ Coisa nenhuma.

Falares das ilhas, Abel Marques Caldeira.


. Palavra do dia.

picoto
(ô)
s. m.
1. Cume ou pico elevado e agudo de um monte.
2. Poste ou coluna cónica de pedra colocada como marco no cimo de um monte.
3. Pirâmide de triangulação.
4. Picote (pano).
picotar
v. tr.
1. Cortar com o picador.
2. Abrir uma série de furos, com uma máquina especial, em macetes, cheques, livros de notas, etc., que devem separar em duas partes esses impressos.

~ picaroto (ô)
s. m.
1. Cume; vértice; picoto.
2. O mesmo que picuense.
Parte inferior do formulário



. “Assim ou assado”.


Ratificar é............. confirmar ou emendar...???


Ratificar - (latim ratificare)v. tr.

1. Confirmar.2. Validar; autenticar.3. Comprovar.


Rectificar.
rectificar (èt) - (francês rectifier)v. tr.

1. Tornar recto!, alinhar.2. Fazer uma correcção!. = corrigir, emendar 3. Responder a uma asserção menos verdadeira para restabelecer a verdade dos factos.4. Quím. Purificar por destilação.5. Geom. Achar a grandeza linear de uma curva.

Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: retificar



. “Folhas…Deixe-as caídas à cabeceira.” - Sugestão de leitura:


“Um Amor em Tempos de Guerra”

Júlio Magalhães.


António nasceu marcado pelo nome. O mesmo que o vizinho da rua das traseiras, o homem que se fez doutor em Coimbra e que ia à terra sempre que podia, o tal que governava o país com pulso de ferro. Mas de pouco ou nada lhe valeu tão grande nome quando o destino o enviou para Angola, para defender a pátria em nome de uma guerra distante que não era a sua. Deixou para trás a sua terra, a mãe inconsolável e Amélia, a mulher que pedira em casamento, num banco de pedra, junto à igreja e que prometera fazer dele o homem mais feliz de Vimieiro. Promessa gravada num enxoval imaculado que ficou guardado no armário, à espera do fim daquela maldita guerra. Quando António regressou de Angola, era um homem diferente. Marcado no corpo por anos de guerra e de cativeiro e no coração por um amor impossível que deixara em pleno mato angolano. Regressava para cumprir a promessa que fizera anos antes à sua noiva Amélia, que o julgara morto, e que, em sua memória, tinha enterrado um caixão sem corpo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

14 Outubro 2009




.Regionalismos.

“Falares da Ilha” – Abel Marques Caldeira


“Levar o Bernardo às compras”- Termo malicioso, extravagante, que se emprega quando se fala em assuntos sexuais.


“Luzir”- Indícios de maturação de frutos. Ai néspras já tão luzindo, tem muitas a luzir.


“Lubrina”- Chuva miudinha. Tá caindo uma lubrina p´a refrescar as coives.





. Palavra do dia.

Cavaca - Pedaço de lenha; lasca de madeira = ACHA, CAVACO.
Trouxe um molho de cavacas para junto da lareira.
Bolo seco ou biscoito. São deliciosas as cavacas das Caldas-da-Rainha.
Pessoa muito magra.


Cavaco – Pedaço de lenha; lasca de madeira = ACHA, CAVACA, ESTILHA.
Conversa amena e despreocupada entre duas PESSOAS CONHECIDAS.
“Estar ou ficar um cavaco” - Tornar-se excessivamente magro ou precocemente envelhecido.





. “Assim ou assado ".

Como se chama a planta arbustiva da família das labiadas(Rosmarinus officinalis), muito aromática, de flores geralmente azuis ou violáceas, folhas lineares, cultivada ou espontânea em quase todo o território nacional?

Alecrim
Alecrineiro
Alecrinzeiro


R: Todas estão correctas.



terça-feira, 13 de outubro de 2009

1º Programa Temporada 2


. “Folhas…Deixe-as caídas à cabeceira.” - Sugestão de leitura:


A Esfera dos Livros apresenta o seu primeiro livro infantil: "Deus e Eu Conversamos todos os dias."
Livro de orações para crianças de Joaquín M.ª Garcia de Dios.
Esta obra insere-se na colecção Infanto-Juvenil, e conta com o prefácio de Pe. Paulo Malícia, director do Departamento da Evangelização do Patriarcado de Lisboa.
Este livro mostra diferentes maneiras de conversar com Deus. Mas, o que é importante neste livro é fazer com que as crianças inventem as suas próprias orações.





Assim ou assado - Estará certo ou errado?


"Ela tinha acendido a luz." ou "Ela tinha aceso a luz"?


A forma correcta é: tinha acendido.

Acender é um verbo com 2 participios passados:
um regular-acendido- e outro irregular- aceso.
O particípio regular é utilizado nos tempos compostos com os verbos auxiliares ter e haver: Ela tinha acendido a luz.

O particípio irregular é usado com os verbos auxiliares ser e estar: A vela estava acesa.



. Palavra do dia.

Politólogo.

A palavra politólogo pode ser encontrada em vários dicionários de português, como o Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa, com o significado “estudioso ou especialista em ciências políticas”, sendo sinónima de politicólogo e de politicologista.




Regionalismos / Expressões madeirenses – provérbios – estrangeirismos.

“Falares da Ilha” – Abel Marques Caldeira


Lembedoiro – Xarope para a tosse.

Ler a cartilha - Descompor. Mostrar que se conhece as confidências da pessoa com quem se indispõe.

Ler por cima – Ler desembaraçadamente.






quarta-feira, 3 de junho de 2009

Conta histórias com trava línguas.

Quando contas contos.


Quando contas contos
nunca contas que contas contos
nem que contos contas
contas contos
e que contos contas
a quem quer escutar
é da tua conta...
contam os contos que contas
contas com os contos
quando os contos contas
à conta de tanto conto contar
não contas com
que quando contas contos
contos contas e não te encontras.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Dia da Criança.

A criada lá de cima
É feita de papelão,
Quando vai fazer a cama
Diz assim para o patrão:
- Sete e sete são catorze,
com mais sete são vinte e um,
tenho sete namoradose
não gosto de nenhum.
-------------------------

Era uma vezum gato maltês.
Tocava piano
Falava francês.
Queres que te conte outra vez?
---------------------------------
Lá vai uma,
lá vão duas,
três pombinhas a voar.
Uma é minha
Outra é tua,
outra é de quem a apanhar.

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Nove vezes nove
oitenta e um,
sete macacos e tu és umf
ora eu que não sou nenhum!

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O tempo pergunta ao tempo
Quanto tempo o tempo tem.
O tempo responde ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quanto tempo o tempo tem




Trava Línguas


Esta burra torta trota
Trota, trota, a burra torta.
Trinca a murta,
a murta brota
Brota a murta ao pé da porta.

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Um ninho de mafagafas
Com sete mafagafinhos
Quando o mafagafa gafa
Gafam os setes mafagafinhos.
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A história é uma sucessão sucessivados sucessos que se sucedem sucessivamente.

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Percebeste?
Se não percebeste,
faz que percebeste
para que eu perceba
que tu percebeste.
Percebeste?

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Tenho um colarinho
muito bem encolarinhado.
Foi o colarinhador
que me encolarinhou
este colarinho
Vê se és capazde encolarinhar
tão bem encolarinahdo
como o encolarinhador
que me encolarinhou
este colarinho.

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Abecedário sem Juízo


A é a Ana, a cavalo numa cana.
B é o Beto, quer armar em esperto.
C é a Cristina, nada fora da piscina.
D é o Diogo, com chichi apaga o fogo.
E é a Eva, olha o rabo que ela leva.
F é o Francisco, come as conchas do marisco.
G é a Graça, ai mordeu-lhe uma carraça!
H é a Helena, é preta, diz que é morena.
I é o Ivo, põe na mosca um curativo.
J é o Jacinto, faz corridas com um pinto.
L é o Luís, tem macacos no nariz.
M é a Maria, come a sopa sempre fria.
N é o Napoleão, dorme dentro do colchão.
O é a Olga, todos os dias tem folga.
P é a Paula, entra de burro na aula.
Q é o Quintino, que na missa faz o pino.
R é o Raul, a beber a tinta azul.
S é a Sofia, engasgada com uma enguia.
T é a Teresa, come debaixo da mesa.
U é o Urbano, que caiu dentro do cano.
V é a Vera, com as unhas de pantera.
X é a Xana, caçando uma ratazana.
Z é o Zé, foi ao mar, perdeu o pé.


Luísa Ducla Soares, A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca, Teorema

quarta-feira, 20 de maio de 2009

A importância de uma vírgula.







Uma simples "vírgula" muda todo o contexto, muda a interpretação.

"SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA".

Agora veja:

Se a vírgula estiver depois de "mulher" lê-se :

Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, andaria de quatro à sua procura.



Mas se a vírgula estiver depois de "tem" , terá de ler-se assim:

Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher andaria de quatro à sua procura.


A vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Pode criar heróis.

Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

A vírgula pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

Petição contra o acordo ortográfico



De fato, este meu ato refere-se à não aceitação deste pato com vista a assassinar a Língua Portuguesa.Por isso ... por não aceitar este pato ... também não vou aceitar ir a esse almoço para comer um arroz de pato ... A esta ora está úmido lá fora ... por isso, de fato lá terei de vestir um fato ...

Forma tradicional da escrita, Português de Camões: Facto, Acto, Pacto, Hora, Húmido.


Aqui lhe deixo a petição se pretender conhece-la ou assina-la:





segunda-feira, 27 de abril de 2009

Acordo Ortográfico atrasado.

In Jornal da Madeira :

Portugal ainda não aplicou o acordo que nos vai pôr todos a escrever a mesma língua
Acordo ortográfico atrasado
O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, disse ontem que o Acordo Ortográfico entrará em vigor "seguramente este ano".
O governante falava em Belmonte na inauguração do centro interpretativo e museu "À Descoberta do Novo Mundo", centrado no Brasil e na viagem de descobrimento de Pedro Álvares Cabral, navegador natural daquela vila.
Perante uma comitiva brasileira, José António Pinto Ribeiro considerou que "a língua foi o que de mais extraordinário deixaram os navegadores".
A língua, afirmou, "é mais forte que o sangue".
Questionado pela Agência Lusa sobre quando entrará em vigor o Acordo Ortográfico, o ministro referiu que será "seguramente este ano", sem contudo apontar uma data concreto.
"Estamos a identificar todas as tarefas, dado que, uma vez em vigor, haverá um prazo de aplicação e adaptação de vários anos para que tudo aquilo seja assimilado por todos nós", explicou José António Pinto Ribeiro.
"Estamos a fazer um programa para tudo o que há a fazer até lá, ao nível do ensino, dos meios de comunicação social, dos livros, para que tudo seja feito sem rupturas, com grande tranquilidade e com grande liberdade e integração de toda a gente", referiu.
O linguista e académico João Malaca Casteleiro, que participou na elaboração do Acordo, considerou na última quinta-feira que Portugal "está atrasado na sua aplicação" e que a "bola está do lado do Governo".
As indecisões de Portugal"O Brasil com 200 milhões de falantes" - argumentou - "já decidiu e Portugal, que é o berço da língua, não decide.
Esta situação a nível internacional é muito mal recebida.
Quando Portugal se decidir, os outros países também entrarão nesta onda de adoptar a nova ortografia", referiu.
Em Portugal, o segundo protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a sua entrada em vigor, foi aprovado no Parlamento em Maio e promulgado pelo Presidente da República em Julho.
Para vigorar, o acordo tem de estar ratificado por um mínimo de três dos oito países, o que foi alcançado em 2006 com São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil, seguidos de Portugal.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Adivinhas II

O que faz um pato com uma pata à beira do charco?
R: Cocheia.

Em 100 homens e 100 mulheres quantas meninas?
R: 400 meninas.

Qual a fruta que se escreve de trás para frente e da frente para trás?
R: Anona

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Adivinhas.

Os textos apresentados são resultantes de uma recolha feitas pelas alunas Sandra Jardim, natural da freguesia da Boaventura e Sandra Natália, natural da freguesia do Seixal, do 10º ano lectivo 2003/2004.
Estes trabalhos surgem na sequência de uma actuação feita nesta escola pelo grupo musical Xarabanda que, no âmbito da Literatura Oral e Tradicional, aceitou o convite do grupo de professores de Português, no sentido de ajudar a sensibilizar os alunos para a riqueza e importância do património popular e tradicional presente não só na literatura como também na música. O momento vivido ficou, creio, gravado para sempre na memória e no ouvido de todos aqueles que o presenciaram.


Adivinhas.

Lucinda Jardim -76 anos.
Junqueira, Porto Moniz.


Sou pequenina e redondinha
sem ser ovo de galinha
Tenho camisa e casaco
sem remendo nem buraco
Nasci de uma riçada
O meu nome é uma pancada
Dou um estoiro como um foguete
se alguém me mete no lume quente
Arrebento constantemente
na boca de um imprudente

R: A castanha.



Águas claras
Fontes amarelas
Casas caiadas
Ninguém mora nelas.

R: O ovo.


Verde foi o meu nascimento
E de luto me vesti
para dar luz ao mundo
Mil tormentos padeci.

R: A azeitona.


Irmãzinhas, loiras ou morenas
Verdejante, verdejante
Aconchegadas em conjunto de sua mãe
hão de chorar lágrimas
Que o mundo há de rir e apreciar.

R: As uvas.



In Xarabanda revista 15.