segunda-feira, 27 de abril de 2009
Acordo Ortográfico atrasado.
Portugal ainda não aplicou o acordo que nos vai pôr todos a escrever a mesma língua
Acordo ortográfico atrasado
O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, disse ontem que o Acordo Ortográfico entrará em vigor "seguramente este ano".
O governante falava em Belmonte na inauguração do centro interpretativo e museu "À Descoberta do Novo Mundo", centrado no Brasil e na viagem de descobrimento de Pedro Álvares Cabral, navegador natural daquela vila.
Perante uma comitiva brasileira, José António Pinto Ribeiro considerou que "a língua foi o que de mais extraordinário deixaram os navegadores".
A língua, afirmou, "é mais forte que o sangue".
Questionado pela Agência Lusa sobre quando entrará em vigor o Acordo Ortográfico, o ministro referiu que será "seguramente este ano", sem contudo apontar uma data concreto.
"Estamos a identificar todas as tarefas, dado que, uma vez em vigor, haverá um prazo de aplicação e adaptação de vários anos para que tudo aquilo seja assimilado por todos nós", explicou José António Pinto Ribeiro.
"Estamos a fazer um programa para tudo o que há a fazer até lá, ao nível do ensino, dos meios de comunicação social, dos livros, para que tudo seja feito sem rupturas, com grande tranquilidade e com grande liberdade e integração de toda a gente", referiu.
O linguista e académico João Malaca Casteleiro, que participou na elaboração do Acordo, considerou na última quinta-feira que Portugal "está atrasado na sua aplicação" e que a "bola está do lado do Governo".
As indecisões de Portugal"O Brasil com 200 milhões de falantes" - argumentou - "já decidiu e Portugal, que é o berço da língua, não decide.
Esta situação a nível internacional é muito mal recebida.
Quando Portugal se decidir, os outros países também entrarão nesta onda de adoptar a nova ortografia", referiu.
Em Portugal, o segundo protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a sua entrada em vigor, foi aprovado no Parlamento em Maio e promulgado pelo Presidente da República em Julho.
Para vigorar, o acordo tem de estar ratificado por um mínimo de três dos oito países, o que foi alcançado em 2006 com São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Brasil, seguidos de Portugal.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Adivinhas II
R: Cocheia.
Em 100 homens e 100 mulheres quantas meninas?
R: 400 meninas.
Qual a fruta que se escreve de trás para frente e da frente para trás?
R: Anona
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Adivinhas.
Estes trabalhos surgem na sequência de uma actuação feita nesta escola pelo grupo musical Xarabanda que, no âmbito da Literatura Oral e Tradicional, aceitou o convite do grupo de professores de Português, no sentido de ajudar a sensibilizar os alunos para a riqueza e importância do património popular e tradicional presente não só na literatura como também na música. O momento vivido ficou, creio, gravado para sempre na memória e no ouvido de todos aqueles que o presenciaram.
Adivinhas.
Lucinda Jardim -76 anos.
Junqueira, Porto Moniz.
Sou pequenina e redondinha
sem ser ovo de galinha
Tenho camisa e casaco
sem remendo nem buraco
Nasci de uma riçada
O meu nome é uma pancada
Dou um estoiro como um foguete
se alguém me mete no lume quente
Arrebento constantemente
na boca de um imprudente
R: A castanha.
Águas claras
Fontes amarelas
Casas caiadas
Ninguém mora nelas.
R: O ovo.
Verde foi o meu nascimento
E de luto me vesti
para dar luz ao mundo
Mil tormentos padeci.
R: A azeitona.
Irmãzinhas, loiras ou morenas
Verdejante, verdejante
Aconchegadas em conjunto de sua mãe
Que o mundo há de rir e apreciar.
R: As uvas.
In Xarabanda revista 15.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Expressões no falar madeirense

"Quem se mete com meninos amanhece mijado/molhado"- Aforismo que indica mau sucesso.-"Já tava a ver qu´ia dar nisso; quem se mete com meninos amanhece mijado."
"A quem Deus não dá filhos, dá o diabo de sobrinhos." Utiliza-se quando uma pessoa que não tem filhos, tem sobrinhos traquinas.
"Bogas p´ra um lado, chicharros p´ra outro". - O mesmo que "separar o trigo do joio".
"Fazer um caldinho". - Aparar o cabelo ou a barba.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Ter pano para mangas e fazer correr muita tinta.
Literalmente falando, não ter pano para mangas significa não ter tecido suficiente para fazer as mangas da peça de vestuário.
Ora, a manga, embora seja uma parte importante da referida peça, pode não existir, ou seja, a sua ausência não inviabiliza por completo a peça de vestuário: pode haver uma blusa sem mangas, um vestido sem mangas, uma camisola sem mangas ou, mesmo, em extremo, um casaco sem mangas.
Assim, quando alguém diz que não tem pano para mangas, pretende, em sentido figurado, dizer que não pode ir muito longe, não dispõe de muitos recursos, está limitado, ou, mesmo, que está atarefado, não podendo prestar atenção a tudo ou a todos que a solicitem.
Daí surgiu a expressão «ter pano para mangas», que significa ter muitos recursos, ter muitas potencialidades, ter muitos aspectos, ser extenso.
Por exemplo, com a afirmação «esse assunto tem pano para mangas», pretende dizer-se que esse assunto vai dar muito que falar, tem muitos aspectos que vão permitir que se discuta longamente sobre ele.
Com o mesmo sentido, existe «dar pano para mangas».
Se um tema dá pano para mangas, tal significa que vai permitir muita discussão, muitos comentários.
«Dar mangas» é uma expressão menos utilizada: significa fornecer meio ou ocasião para fazer alguma coisa.

Finalmente, a expressão «fazer correr muita tinta» faz lembrar a escrita com caneta de tinta permanente, em que a tinta desce pelo aparo e corre para o papel.
«Fazer correr muita tinta» significa, portanto, dar origem a que muito se escreva sobre o assunto.
Assim, em determinados contextos, a expressão «ter pano para mangas» tem um significado próximo de «fazer correr muita tinta».
In Ciberdúvidas.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Correr as capelinhas.
No programa de hoje perguntamos o que significam as seguintes expressões :
"Correr as capelinhas"
"Chorar na barriga da mãe"
"Cachorro macho só é capado uma vez."
Vamos, também começar com uma série de alcunhas.
Francisco Martins Ramos. catedrático na Universidade de Évora, reuniu 35 mil alcunhas no livro o "Tratado das Alcunhas Alentejanas" e concluiu que a maioria dos alcunhados são homens (88,8%) e apenas um terço (35,9%) aceita as alcunhas já que, regra geral, são depreciativas.
A maioria (32%) das alcunhas são do tipo comportamental, criticam atitudes e modos de estar.
O segundo maior grupo (15%) é o das alcunhas sobre características físicas.
Aqui na Madeira, todas as freguesias e quase todos os madeirenses têm alcunhas. Muitas vão passando de pais para filhos e desfilando pela familia que vai crescendo.Umas são mais generalistas, como o sítio onde se nasceu, outras prendem-se com as tais atitudes comportamentais ou familiares.
Os pescadores de Câmara deLobos são conhecidos pelos Xavelhas, nome do barco que utilizam na pesca ou por Charnotas, nome que davam aos chernes pequenos que pescavam.
Já em anterior programa falámos dos
Borreiros, do Caniçal;
Bragados, de Santana; e os
Broquilhos do Porto da Cruz.
Brevemente iremos compilar e dedicar uma hora de emissão às alcunhas dos habitantes das Madeira.Hoje, a nossa conversa é mais "pessoal". Falaremos de algumas alcunhas em pessoas bem conhecidas no meio social.
Nos Açores também não faltam alcunhas.
O açoriano mais famoso da actualidade, o futebolista Pauleta, é conhecido precisamente pela alcunha que herdou do pai. Pauleta chama-se na realidade Pedro Miguel César Resendes, nascido a 20 de Abril de 1973 em Ponta Delgada.
Até o antigo presidente dos Estados Unidos tinha, desde a universidade, a sua alcunha.
George W. Bush era conhecido pelos seus colegas por "Soufflé" por ser fofo e vazio na parte de cima...
Mário Soares ainda é recordado pela sua alcunha deBochecas.
O ex-presidente da República é um exemplo da popularidade das alcunhas em Portugal. E os mais antigos lembram-se, com certeza, da alcunha do Marechal Costa Gomes que ficou conhecido por Rolha, dada a capacidade em manter-se à superfície da vaga política no agitado período pós-25 de Abril.
Por cá e, nos nossos tempos de escola, quase todos os professores tinham uma Sra. Alcunha.
Quem não se lembra do Dr. César Figueira César, professor de inglés no Liceu, durante décadas?
A sua alcunha surge quando o navio da companhia colonial de navegação aporta no Funchal adornado para bombordo, e como o Dr. César tinha uma inclinação no pescoço para o lado do adorno do navio, assim ficou a sua alcunha - O Guiné.
O Dr. Álvaro Francisco de Sousa, era director da escola Industrial e Comercial do funchal e tinha a alcunha Pança de Gato devido à pretuberância do seu abdómen.
Enfim, para que façamos um programa culturalmente divertido, proponho-vos que nos ajudem dizendo-nos as alcunhas que se recordam, independentemento do seu grau de excêntricidade...
Ficam aqui também mais uma palavrinhas que encontramos no Fallares da Ilha, de Abel Marques Caldeira e no Vocabulário Madeirense, do Padre fernando Augusto da Silva livro gentilmente cedido por um ouvinte do Telefonias da Antena 1 Madeira .
Cabaça-Cucurbitácea(espécie de abóbora ou moganga) usada na alimentação e cuja casca, depois de seca, serve para guardar líquidos, especialmente azeite ou bebidas alcoólicas.Cabaça de pequeno porte que serve nas romarias para levar bebidas alcoólicas.
Cabaço-Virgindade.Objecto velho ou estragado pelo uso.
Cabrestar-vida airada de raparigas levianas
Cabrinhas- fetos com que ornamentam os presépios ou lapinhas.
Caçamu ou Caçamudo- Manhoso, reservado.Desleal.Pensativo.pouco falador.
Forte caçamu qu´é aquele gajo, nan dá uma fala a ninguém!
Cação-Nome pejorativo.Mulher de má nota.
Caçapo-Braguilha, bolso.
Cacarinho-Pequeno vasode louça ou de barro.
Cachaça-aguardente de recente frabrico ou de má qualidade.
Cachaço-Pescoço, animal reprodutor.
Cácos-Móveis modestos; estilhaços de de loiça ou de vidros.Fizeram uma acçaõ de despejo a Francisco, puzeram-lhe os cacos na rua... Falares da Ilha
Cácos- Fragmentos de louça partida Cousas inúteis ou pouco aproveitáveis. VOCABULÁRIO MADEIRENSE
Caçoar-Troçar
Cagaço-Susto
Cagagésimo-Cousa pequena e sem valor.
Caldeira-Vasilha de folha em que é cozido o peixe.
Calear-Dar cal nas paredes.Emboçar.
Calejado-Muito práctico e perito no serviço.
Calena -Vaga avolumada do mar em tempo bonançoso.
Calisto- Massador, importuno
Cambada-gente ordinária.Porção de pequenos peixes presos por um vime.
Cambita-que coxeia
Camilha-Catre de madeira do século XIX, composto por quatro pés altos, em forma de coluna, presos por varões de madeira ou ferro, dos quais pendem cortinados.
Candieiro-Rapaz que na dianteira dos bóis os guia no transporte de carros e corças.
Canelo- "lenha de ...2- Acha de lenha roliça.
Cangalha- Espécie de tabuleiro para conduzir os caixões com os defuntos.
Cangalheiro-Condutor de cangalha.
Cangalho-Pessoa alta.Objecto desproporcionado.
Campainha- Amígdalas
Cangueira-Cãibra
segunda-feira, 16 de março de 2009
Bebeu água de tremoços, vai ter um buzico...

quarta-feira, 11 de março de 2009
Vocábulos a dar c´um pau... "A"

Agachado-Aquele que é tolerante- O gajo foi toda a vida um agachado.
Agulheta-gancho para o cabelo.
Alma negra-Inimigo causador da infelicidade.-Oh raio, su´alma negra. Por causa de ti á qu´ando à imola.
Alma negra-Ave que habita na Madeira.
Altear o papagaio-Aumentar o prço dos artigos.Falar alto.
Amargar cuma pila-Amargar muito.Intragável. (Minha mãe diz quando está muito salgado...)
Amolar- Empatar, levar tempo a resolver um assunto.
Amparado- Diz-se com referência ao mau tempo.- Aqui tá mais amparado, nan chove nem fai´vento.
Andar ái cristas-Andar a brigar ou a discordar disto ou daquilo.-O José ´tava a resondar o cunhado na venda. Nan sabes quéles andam ái cristas p´o causa dui bens.
Andar de beiça- O mesmo que andar torcido.- O Ernesto anda de beiça comigo, nam sei por quê...
Andar-se comendo- Andar com ciúmes; sentir-se despeitado; andar com inveja.- O gajo anda se comendo...
Angra-Fome.-Já ´tou com angra, ´inda nan comi hoje...
Ao mê´pé- Ao pé de mim. O menino tem que ´tar aqui ao mê pé. Daqui nan se caminha.
Arcada-Corrupção de arrecada.V. bichinchas.
Arreganhar ai bocetas-Rir com ares de troça.O mesmo que arreganhar a prégáge.
Aa camacheiras´tão abanando ai saias-Diz-se quando o vento é de nordeste. C´o vento frio! As camacheiras ´tão abanando ai saias...
Assantar- Escrever. Sentar.S entar-se. Tá p´assentar no ról.-Nanposso assantar o mê nome qué nan sei escrever.-Assanta-te acolá naquele banco.
Assoprado-Furioso, muito exaltado.
Assobio, (de)- Óptimo. -Ih, que porreiro! Isto é d´assobio!
Atafulhar-Esconder
Atazanar- Insistir-Andas a toda a hora a m´atazanar, milher!
Atentareu- Aquele que tenta a paciência de alguém, que insiste até conseguir-És um atentareu, rapaz!
Atilho-Cordel.
Atochado-Que está cheio, que não leva mais-O cesto tá bem atochado.Diz-se também no feminino.
Atremar-Ver, compreender.
Atupir-Enterrar. Atupido-Enterrado.
Avó-Menstruação.
Az de copas-Anus.
segunda-feira, 9 de março de 2009
"Ficar a ver navios".
A torre medieval que se encontra diante do antigo Palácio de Cristal, no Porto, é ainda hoje conhecida por Torre de Pedro Sem.
A história diz que essa torre pertencia a Pêro do Sem, doutor de leis, jurisconsulto e chanceler-mor de D. Afonso VI, no século XIV. Mas a lenda remete para uma data posterior, no século XVI, a existência de um personagem Pedro Sem que vivia no seu Palácio da Torre.
Possuindo muitas naus na Índia, Pedro Sem era um mercador rico mas não tinha títulos de nobreza, o que muito o afectava.
Era também usurário, emprestando dinheiro a juros elevados, à custa da desgraça alheia, enquanto vivia rodeado de luxo.
Estavam as suas naus a chegar, carregadas de especiarias e outros bens preciosos, quando a sua máxima ambição foi realizada através do seu casamento com uma jovem da nobreza, em troca do perdão das dívidas de seu pai.
Decorria a festa de casamento, que durou quinze dias consecutivos, quando as naus de Pedro Sem se aproximaram da barra do Douro.
O arrogante mercador acompanhado pelos seus convidados subiu à torre do seu palácio e, confiante do seu poder, desafiou Deus, dizendo que nem o Criador o poderia fazer pobre.
Nesse momento, o céu que estava azul deu lugar a uma grande tempestade!
Pedro Sem assistiu, impotente e encharcado pela chuva, ao naufrágio das suas naus.
De seguida, a torre foi atingida por um raio que fez deflagrar um incêndio que destruiu todos os seus bens.
Arruinado, Pedro Sem passou a pedir esmola nas ruas, lamentando-se a quem passava: "Dê uma esmolinha a Pedro Sem, que teve tudo e agora não tem...".
In "Lendas de Portugal".
Daqui, a expressão "ficar a ver navios", que pode também ser atribuida ao Sebastianismo, numa altura em que os espanhóis ficavam ansiosamente à espera da Nau com D. Sebastião - O Desejado, e o monarca não chegava...
Ficar a ver navios , é portanto, o mesmo que sofrer uma desilusão. Não obter o que se quer.
Quem diria? Dizemos nós
Quem nunca se sente a “Andar à toa”?
Ora, “Toa” é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que anda "à toa" é um barco que não tem leme nem rumo, e que vai para onde o navio que o reboca determinar.
Então, andar à toa significa vagar sem destino nem objectivo, desorientado.
E a “Andar ao Deus dará”?
Este é uma daquelas expressões que parece simples mas tem uma história engraçada...
Esta famosa frase era originalmente a resposta de quem não queria dar esmolas.
Os homens avarentos respondiam aos mendigos que lhes estendiam a mão a pedir uma esmola: “Deus dará”. Assim, quem dependia da caridade pública ficava em má situação, andava ao Deus dará.
Nos dias de hoje acontece muitas vezes alguma coisa “Custar os olhos da cara”
A história desta expressão é muito antiga e começa com um costume bárbaro (e um pouco cruel, convenhamos...) que consistia em arrancar os olhos de governantes depostos, de prisioneiros de guerra e de indivíduos que, pela influência que detinham, ameaçavam a estabilidade dos novos ocupantes do poder. Cegos, eles seriam inofensivos ou menos perigosos. Quer isto dizer que um comportamento ou uma conduta que não agradasse aos bárbaros tinhas as suas consequências, porque custava aos prevaricadores os olhos da cara.
Depois deste primeiro sentido mais antigo – guerreiro e bélico – , é natural que, porque a visão é um dos sentidos mais valiosos e importantes para o ser humano, então, a expressão “custar os olhos da cara” tenha passado a ser sinónimo de custo excessivo, exagerado, de algum artigo muito caro, que ninguém pode pagar.
E dará, realmente, sorte “Entrar com o pé direito”?
Esta expressão teve a sua origem no Império Romano, onde havia uma antiga superstição que, entretanto, se espalhou pelo mundo inteiro. Nas festas realizadas na antiga Roma, os convidados eram avisados de que se deveria entrar nos salões dextro pede - com o pé direito - para evitar o azar. E, assim, ainda hoje, para desejarmos sorte a alguém dizemos “entra com o pé direito”...
Mas e por que é que não conseguimos “Não entender patavina”?
Esta expressão significa declarar ignorância total sobre determinado assunto. Alguns estudiosos dão como explicação o facto de os portugueses – no tempo das Descobertas – terem dificuldade em entender os mercadores e os frades franciscanos patavinos, isto é, os comerciantes ou os religiosos originários da cidade de Pádua (que em italiano se diz Padova, uma palavra que, por sua vez veio do latim, Patavium).
Nenhum de nós gosta de “Ser o bode expiatório”...
Ora aqui está uma expressão de uma outra tradição, a judaica. Dizê-la significa que alguém recebe a culpa de algo cometido por outra pessoa. O uso desta frase apareceu porque o povo judeu tinha o rito de, simbolicamente, depositar todos os seus pecados num bode, que era levado para o deserto e aí abandonado, para que cada um dos pecadores se pudesse libertar da culpa e de todos os erros cometidos. Hoje em dia diz-se que alguém é o bode expiatório porque todas as culpas – mesmo as que não tem – recaem sobre ele...
Mas já nos aconteceu a todos “Cometer um erro crasso”...
Ora, voltemos ao tempo dos Imperadores... Na Roma antiga o poder dos generais era exercido por três pessoas, o chamado Triunvirato. O primeiro destes Triunviratos era constituído por Caio Júlio, Pompeu e Crasso. Este último foi incumbido de atacar um pequeno povo chamado Partos, da antiga Pérsia. Confiante na vitória, resolveu prescindir de todos os conhecimentos de guerra, de todas as formações e técnicas romanas e simplesmente atacar, escolhendo um caminho estreito e de pouca visibilidade. O povo dos partos, em menor número, mas organizados, venceram facilmente os romanos e Crasso foi derrotado.
Desde então – e espantosamente até aos dias de hoje –, sempre que alguém, tendo tudo para acertar, comete um erro estúpido, diz-se que cometeu um "erro crasso”.
Por estas e por outras é que às vezes apetece “Dourar a pílula”...
A verdade é que, antigamente, como é natural, os comprimidos não eram vendidos em embalagens de cartão... Assim, há muitos anos, as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto dos remédios (vendidos avulso) supostamente amargos e difíceis de tomar. Por isso, a expressão significa melhorar a aparência de algo ou tornar uma realidade menos dolorosa.
Todos temos o nosso “Calcanhar de Aquiles”...
Na mitologia grega, Tétis, mãe de Aquiles, tentou tornar o filho invencível mergulhando-o no rio Estige. No entanto, ao mergulhar o filho no rio, segurou-o por um dos calcanhares, deixando esta parte do seu corpo vulnerável (por não ter sido imersa na água).
Durante o cerco de Tróia, Aquiles é traído por Apolo, que revela a Páris, filho do rei de Tróia, o segredo da vulnerabilidade de Aquiles e este atinge-o no calcanhar com uma seta envenenada.
Desde os gregos até hoje esta expressão passou a designar o ponto fraco de uma pessoa... é o seu calcanhar de Aquiles.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Palavras d´aquintrodia - Ana Cristina Figueiredo
http://gangdoserrado.no.sapo.pt/Falares.htm
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Em bom madeirense.2
Linguajar este, que me foi enviado por uma amiga, perguntando-me se entendia a mensagem ou precisava de explicação.
Aqui para vós, assim se fala na terra onde ela nasceu e da qual muito se orgulha:
"Tava o vendeiro no paleio com o vadio do vilão quando ouviu uma zoada. Era a água de giro.
O buzico do levadeiro que vinha mercar palhetes à venda, vinha às carreiras e a fazer patifarias e a chungalhar os badalos da vizinhança pelo caminhe abaixe como um demoine.
Dá-lhe uma cangueira, trompicou nas passadas e empuxou o vilhão qué um cangalhe dum home. Bate cas ventas no lanço e esmegalha a pucra.
O vilhão dá-lhe uma reina vai a cima dele para lhe dar uma relampada, patinha uma poia. Ficou todo sovento.
O vendeiro dá-lhe uma rezonda por ele querer malhar num bizalho dum piquene.
Vem o levadeiro, e, ao ver o vassola, que anda à gosma e a encher o pandulho à custa dos outros, a ferrar com o filho, fica variado do miolo e diz-lhe umas.
O vilão atazanado, atremou mal e pensou que ele lhe tinha chamado de chibarro, ficou alcançado, deu-lhe uma rabanada e foi embora Todo esfrancelhado.
O levadeiro ficou mais que azoigado mas lá foi desantupir a levada.
O piquene chegou a casa todo sentido, com um mamulhe.
A mãe que é uma rabugenta mas abica-se por ele, ao ver ele todo imantado e a tremelicar das canetas, deu-lhe um chá que era uma água mijoca, pensando que canalha é mesmo assim, mas, como ele não arribava, antes continuava olheirento, entujado e da chorrica foi curar do bicho virado e do olhado roxo.
O busico arribou e até já anda a saltar poios de bananeiras na Fajã."
Texto que me foi gentilmente enviado pelo Marco Pestana e dito na Antena 1 Madeira pelo Pablo Camacho.
Muito obrigada a ambos.
De facto, não posso "cramar", tenho bons ouvintes a colaborar...
Xana.
Em bom madeirense.
Abicar-se - Atirar-se.
Á cão - Diz-se quando se apanha um susto.
Á pata - Ir a pé.
Ah mãe! - Expressão de surpresa.
Arrenca - mandar embora.
Atremar - Ver, compreender.
Ave rara - menosprezar uma pessoa.
Bábeda - Pequena erupção da pele;
Batatas - Punhadas.
Bicho de pêssego - Diz-se de quem é irriquieto.
Bicho do buraco - Diz-se de quem é acanhado.
Bilhardeiro - Alguém que não consegue guardar segredo
Boseira - Indivíduo sem vontade para trabalhar; bosta.
Buzico - Nome que dão ás crianças.
Cachimónia - Cérebro.
Cagança - Vaidade
Carrolaço - Tapona no pescoço.
Carroulo - Parte de trás do pescoço.
Cá te viste - Afirmação negativa." Para receber ele é menino, mas para dar cá te viste"
Chibarro - alguém que não consegue guardar segredo.
Chorrica - Diarreia.
Corno manso - homem submisso à mulher.
Cubano - Habitante de Portugal continental.
Dar água a pintos - Que não dá nada; pessoa muito forreta.
Dar no porco - Ter insucesso.
Dentinho - Petisco para tomar bebidas.
Em cima dos cornos - Em cima da cabeça.
Estepilha - Define admiração.
Fazer focinho - Mostrar que não lhe apetece.
Feio com uma noite dos trovões - Pessoa muito feia.
Fazer o catatau - Molestar; fazer sofrer.
Gadelha - Cabelo da cabeça.
Gosma - Pessoa que tem por hábito obter coisas por favor.
Grêlo no ar - Diz-se de mulher que manifeste desejo de ter relações amorosas.
Joeira - Papagaio de papel.
Já fui e já vim - Fui lá e já voltei.
Lagaceira - Água espalhada pelo chão.
Lanço - Caudal secundário das levadas.
Mau como as cobras - Pessoa muito má.
Nem todos os dias é dia de festa - O mesmo que: "Nem sempre se faz isso".
Não fosses - Não mexas.
Não andamos na escola juntos - Repreensão que se faz a alguém que não se conhece e nos trata por tu.
O que vier morre - O mesmo que: " O que me derem serve".
Paciência de corno - Diz-se quando se tem paciência para aturar alguém que nos chateia constantemente.
Padaria - rabo em tom de gozo.
Pancume - Pancadaria.
Rabichól - rabo.
Reina - Zanga.
Renheta - Indivíduo de nunca está satisfeito.
Roeza - Fome.
Tempo do rei quinze - Tempo antigo.
Tosse de cachorro - Tosse rouca.
Trambolhar - Cair.
Vaca - Mulher corpulenta.
Ver um mosquito nas desertas - Diz-se de pessoa que tem boa vista. (desertas:são ilhas que se vêem da madeira)
Xou - Termo usado para enxotar.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
A bilhardar a 'gente' se atrema...
Atremar - Ver, compreender.
*Batoque - Rolha; rolha grande para tapar os orifícios das pipas de vinho; pessoa baixa e gorda
Bicho de pêssego - Diz-se de quem é irrequieto.
Buzico - Nome que dão às crianças.
Carroulo - Parte de trás do pescoço; alto da cabeça ou galo (cf. carolo).
Dentinho - Petisco para tomar bebidas.
Emantado - Triste; doente.
Estepilha! - Define admiração.
Joeira - Papagaio de papel (no Dicionário da Academia das Ciências, é atestado como regionalismo madeirense).
Lapinha - Trono ornamentado onde se coloca o Menino Jesus no Natal.
Mais velho qu’ o norte - Muito velho.
Nan fósses - Não mexas (cf. "fossar": revolver, escavar).
Olho de boi - Lanterna a pilhas.
Pancume - Pancadaria.
Reina - Zanga (semelhante a enfurecer-se, ficar zangado; no Dicionário da Academia das Ciências é registado como regionalismo madeirense).
Renheta - Indivíduo de nunca está satisfeito.
Rezonda - Repreensão em caso de discordância (palavra semelhante a "rezinga": embirração; resmunguice).
Stefan - Roda sobressalente de um automóvel (quando foi inventada a roda sobressalente, pela fábrica Stepney Road Grip, em 1914, logo se usou o nome da fábrica para definir essa roda). Trambolhar - Cair (cf. "trambolhão").
Trompicar - Cambaliar.
Ver um mosquito as desertas - Diz-se de pessoa que tem boa vista.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Quer no começo, quer no fundo, em Fevereiro vem o Entrudo.

No Jornal de Copacabana pode ler-se:
"Foi graças a Portugal que o entrudo desembarcou na cidade do Rio de Janeiro.
O termo, derivado do latim introitus significa entrada, início, nome com o qual a Igreja denominava o começo das solenidades da Quaresma.
Tanto em Portugal, como no Brasil, o Carnaval não se assemelhava aos festejos da Itália Renascentista; era uma brincadeira de rua muitas vezes violenta.
Escravos molhavam-se uns aos outros, usando ovos, farinha, cal, laranja podre, restos de comida, enquanto as famílias brancas se divertiam nas suas casas derramando baldes de água suja em passantes desavisados, num clima de quebra consentida de extrema rigidez da família patriarcal.
A maioria dos estudiosos afirma que o Carnaval brasileiro surgiu em 1723, com a chegada de portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde, que trouxeram a brincadeira de correrias, mela-mela de farinha, água com limão, vindo depois as batalhas de confetes e serpentinas.
O primeiro registro de baile é de 1840. Com o passar do tempo e devido a insistentes protestos, o entrudo civilizou-se, substituindo as substâncias grosseiras por outras como os limões de cheiro (pequenas esferas de cera cheias de água perfumada), frascos de borracha ou bisnagas cheias de vinho, vinagre ou groselha. Estas últimas foram as precursoras dos lança-perfumes introduzidos em 1885.
...foram os portugueses das Ilhas da Madeira, Açores e Cabo Verde que trouxeram o Carnaval para o Brasil. Muitos deles eram marranos, cristãos-novos que mantinham uma vida judaica em segredo, fugindo da Inquisição. Os judeus portugueses fugindo à Inquisição foram primeiro para as Ilhas Atlânticas (Madeira, Açores, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe) e depois para o Brasil. Muitos se dedicavam à cultura da cana do açúcar, que depois continuaram no Brasil.
Boa parte do sul do Brasil, principalmente Santa Catarina, foi povoado por cristãos-novos oriundos da Ilha dos Açores e da Ilha da Madeira.
Em Pernambuco, a primeira presença documentada de cristãos-novos, visando a fixar permanência, data de 1542 quando da doação das terras a Diogo Fernandes e Pedro Álvares Madeira, nas quais pretendiam erguer o Engenho Camaragibe.
O primeiro era marido de Branca Dias, que, nesta época, respondia a um processo por práticas judaizantes perante o Tribunal do Santo Ofício de Lisboa, só se transferindo para o Brasil por volta de 1551; o segundo, oriundo da Ilha da Madeira, era especialista no fabrico de açúcares..."
Carnaval na eira, Páscoa à lareira.
Carnaval na rua: Páscoa em casa.
É carnaval ninguém leva a mal .
Entrudo borralheiro, Páscoa soalheira.
A vida são dois dias.O Carnaval são três .
No Carnaval nada parece mal.
No Entrudo come-se tudo.
Salmão e sermão têm na Quaresma a sua estação.
Não há Entrudo sem lua nova nem Páscoa sem lua cheia.
Entrudo borralheiro, Natal em casa, Páscoa na praça.
Namoro de Carnaval, não chega ao Natal.
Neve em Fevereiro, presságio do mau celeiro.
Fevereiro quente, traz o diabo no ventre.
Fevereiro é o mais curto mês e o menos cortês.
Aí vem o meu irmão Março, que fará o que eu não faço.
Bons dias em Janeiro, enganam o homem em Fevereiro.
Em Fevereiro chuva, em Agosto uva.
Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado, nem bom palheiro.
Chuva de Fevereiro vale por estrume.
Aproveite Fevereiro quem folgou em Janeiro.
Programação do Carnaval 2009 no Funchal.
20 de Fevereiro, 6ª Feira
Animação na Baixa Citadina:
10h30 – 11h45 – Festa de Carnaval das Crianças – Placa Central da Avenida Arriaga
10h30 – 12h30 – Grupo de Teatro de Animação
10h00 – 15h00 – Banda Distrital do Funchal
14h30 – 17h00 – “Carnaval Solidário” no Jardim Municipal, organizado pela Associação de Desenvolvimento Comunitário do Funchal
15h00 – 20h00 – Banda Municipal do Funchal
16h30 – 19h30 – Banda do Canecão
21 de Fevereiro, Sábado
Animação na Baixa citadina:
10h00 – 13h30 – Banda do Canecão
10h00 – 15h00 – Banda Distrital do Funchal
15h00 – 20h00 – Banda Municipal do Funchal
19h30 – 24h00 – Grupo de Teatro de Animação no itinerário do Cortejo Alegórico
20h50 – 21h00 – Fogo de Articio no Molhe da Pontinha
21h00 – Cortejo Alegórico de Carnaval com a participação de oito grupos
Itinerário: Partida da Praça da Autonomia (lado Sul), Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses (faixa Sul), mudança para faixa
Norte (frente ao Marina Shopping) e subida pela R. Dias Leite, Rotunda do Infante, Av. Arriaga (faixa Norte – até ao Banco de
Portugal), Avenida Zarco (faixa Norte), Rua Câmara Pestana e Praça do Município.
21h00 – Espectáculo Musical na Praça do Município
Grupos participantes no Cortejo Alegórico
- Turma do Funil – “Os 4 elementos da Natureza”
- Veteranos da Folia – “As 4 Estações”
- Associação FuraSamba – “Dancing to the Moon”
- Associação de Animação Geringonça – “Viagem Espacial”
- Escola de Samba Caneca Furada – “2030 Caneca no Espaço”
- Fábrica de Sonhos – “Viagem ao Imaginário”
- Escola de Samba – Os Cariocas – “ A Essência do Universo”
- João Egídio Andrade Rodrigues – “Deuses do Sistema Solar”
22 de Fevereiro, Domingo
10h00 – 15h00 – Banda Distrital do Funchal
15h00 – 20h00 – Banda Municipal do Funchal
16h00 – 19h30 – Banda do Canecão
15h30 – 18h30 – Grupo de Teatro de Animação
23 de Fevereiro, 2ª Feira
Animação na Baixa Citadina:
10h00 – 19h00 – Banda do Canecão
10h00 – 15h00 – Banda Distrital do Funchal
15h00 – 20h00 – Banda Municipal do Funchal
15h00 – 18h00 – Grupo de Teatro de Animação
24 de Fevereiro, 3ª Feira
16h00 – Cortejo Trapalhão, com participação livre.
Itinerário: Partida da Praça da Autonomia (lado Sul), Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses (faixa Sul), mudança para faixa
Norte (frente ao Marina Shopping) e subida pela R. Dias Leite, Rotunda do Infante, Av. Arriaga (faixa Norte – até ao Banco de
Portugal), Avenida Zarco (faixa Norte), Rua Câmara Pestana e Praça do Município.
17h30 – Espectáculo Musical na Praça do Município
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Y; e também a trazer água no bico.

s. m.,
1.Vigésima quinta letra do alfabeto português;sinal gráficoque, em palavras de origem estrangeira (ou seus derivados), muitas vezes de entrada recente no Português, representa o som -i-.
2.Alg. letra mais usada para designar, ou uma segunda incógnita, sendo a primeira designada por x, ou uma função da variável x.
3. Geom. Designação mais usual da segunda das coordenadas cartesianas , a ordenada.
4.Quím. símbolo do ítrio (grafado em maiúscula);
5. Biol. Cromossoma sexual, presente só no homem.
6. funç adj. Em posição pós -nominal ou precedido de algarismos apresenta valor ordinal, indicando o vigésimo quinto lugar numa série ordenada alfabeticamente.
em Y, loc.adv., em forma de letra Y. O tráfego naquela zona da cidade distribui-se em Y.
Há 16 palavras iniciadas com a letra Y, no Dicionário da Academia das Ciências. Aqui estão algumas:
yacht-s.m. (Ingl.) V. iate
yang-s.m. (Chin.) O princícpio masculino, activo, celeste, penetrante, quente da filosofia taoísta chinesa. "Os exercícios básicos assentam no princípio do desequilíbrio, na lógica dos antagonismos e na interacção dos opostos ´yin´ e ´yang´" (Expresso. 8.5.1993) Pl. yangs.
yankee-adj.s.m.(Ingl).V. ianque.
yen-s.m.(Jap.).V.iene
yeti-s.m. (Ingl). Hominídeo lendáriodo Himalaia, cuja existêncianunca foi comprovada: o abominável homem das neves. Pl. yetis.
yé-yé-s.m.(Fr). V. ié-ié.
yield-s.m. (Ingl). Econ. V. rendimento.
yin-s.m.(Chin).O principio feminino, passivo, terrestre, absorvente, frio e obscuro, da filosofia taoístachinesa. Pl. yins
yoga-s.m. (Do sãnscr. yoga "união", "esforço").V.ioga.
yorkshiriano, a- adj. Que é do condado inglês de Yorkshire ou dos seus habitantes; que lhes diz respeito.
yuan-s.m. (do Chin.). Unidade monetária da China. Pl. yuans.
yuppie-s.m. (Ingl., sigla de young urbain professional). Profissional jovem e ambicioso, em relevo nos anos 80, que ganha muito dinheiro e o gasta em actividades e bens caros.
" O executivo da próxima década já não será o yuppie que fez furor nos anos oitenta e que chegou mesmo a dar corpo a um autêntico estilo de vida nos Estados Unidos." (Liberal, 30.9.1989). Pl. yuppies.
Y na Wikipédia
E como "o prometido, é devido", aqui ficam alguns provérbios a "meter água":
-Água dá, água leva.
-Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.
-Águas passadas, não movem moinhos.
-Em Abril, águas mil.
-Gato escaldado, de água fria tem medo.
-A água lava tudo, menos as más acções.
-Água e conselhos, só se dão a quem os pede.
-Cada um leva a água para o seu moinho.
-Dinheiro mal ganho, água o deu, água o levou.
-Fazer bem ao velhaco é lançar água dentro do saco.
-Não te fies em água que não corra, nem em gato que não mia.
-Pode levar-se o cavalo até à água, mas não se pode obrigá-lo a bebê-la.
-Presunção e água benta, cada um toma a que quer.
-Quando a fonte seca é que a água tem valor.
-Quem não poupa água e lenha, não poupa nada que tenha.
- Nunca digas desta água não beberei
Finalmente, Y em braille:
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
A Oeste nada de novo...
Em boa verdade, esta letra sempre cá esteve, não vos parece? Pois, nas nossas mercearias ou nos super-mercados sempre vimos e lemos "Kg" e nas vias-rápidas ou estradas por que passamos sempre lá estiveram os "quilómetros", assim mesmo, abreviados com duas pequenas letras: "Km"...
Ora, se repararem bem (e o nosso dicionário da Academia das Ciências confirma-o), este elemento "quilo_" aparece em várias unidades de medida: "kiloampere", "kilobyte", "kilowatt", e por aí fora... Porque será? Como vimos no último programa, porque "kilo_", naquela língua de que temos falado muito - o grego -, significa "mil ou milhar". Pois, faz sentido, não é? Mil gramas e mil metros...
A moral desta história é que - desde a Grécia até aos nossos dias, estas medidas estão presentes no nosso quotidiano e - para as abreviar - sempre usámos o "K" que agora nos dizem que volta a poder estar na nossa língua. Pois que entre (até porque sempre cá esteve...)
Todos sentimos que o modo como escrevemos e falamos está em permanente mudança e que, a cada dia, novos desafios nos são colocados: quem de nós nunca ficou perplexo ou surpreendido com uma mensagem a pedir "kolmi" ou com um reparo (que inicialmente nem sabemos bem se é um insulto) do género "estás a ser tecla 3...".
Já agora, sabe explicar-nos porque é que os miúdos criaram esta expressão..?
Talvez a propósito... (e esta é uma pista para a pergunta que fazemos...)
Hoje prevalecem os telemóveis e a internet, mas aqui há uns anos havia uns 'brinquedos' (que hoje ainda se usam, por exemplo pela polícia ou por seguranças privados) que eram os "walkie-talkies"... Lembram-se?
Ora, se notarem bem, esta palavra é feita de duas palavras inglesas ("walk" e "talk") que nos dizem, mais ou menos, que quem usa este sistema se torna numa espécie de homens "falantes-andantes"... Pois, claro, este é um aparelho de rádio portátil, de pequena dimensão, para emitir e receber mensagens a curta distância"...
Aqueles que estão agora nos trintas lembram-se da moda dos "walkman", não é? Sim, esta foi outra palavra inventada para designar aquele "leitor de cassetes portátil, por vezes com rádio acoplado, com auscultadores leves, para as pessoas ouvirem música enquanto se deslocam". Ora, mais uma vez, lá estão duas palavras inglesas (que significam andar - "walk" - e homem - "man") para descreverem o que faz quem usa este aparelho: um homem que anda e, ao mesmo tempo, ouve música ou notícias, em cassete ou da telefonia...
Com certeza já repararam que hoje estamos a falar de palavras - quase todas importadas do inglês - que começam por W...
Pois, esta é outra letra que, com o acordo (e mesmo sem ser preciso concordar com isso), volta a entrar na ortografia portuguesa.
Mas agora perguntamos nós: será que nós não usávamos o W? (E, por curiosidade: deve dizer-se 'dabliu' ou 'duplovê'?)
Deixamos aqui algumas pistas...
Os filmes de índios e cobóis que nos contavam a "história da conquista do Oeste norte-americano, com lutas e tiroteios", sempre foram os "westerns", não é?
E aquela divisão, por exemplo nos espaços públicos, a que todos temos necessidade de ir, que têm escrito na porta "WC"? Porque será que se chama assim?
Bom, o facto é que desde há muito tempo que, nas bússolas ou em qualquer rosa dos ventos podemos encontrar o símbolo "W" para designar o ponto cardeal Oeste, lembram-se?
Todos os dias, nos écrãs dos nossos computadores, em ligação à "rede", usamos a sigla "www", não é? Já agora, não faz mal lembrar que esta sigla é a abraviatura da expressão inglesa "world wide web"...
Pois, mesmo sem nos darmos conta disso, estamos a usar esta letra W, na nossa língua e, mais importante, nos nossos dias, usos e costumes...
Apesar de parecer moderna - assim com o tom americano que tem - esta letra vem (também...) do grego e (ensina-nos o dicionário...) é a vigésima terceira letra do alfabeto português e é um sinal gráfico que se pode ler como "V" ou como "U".
Portanto, parece que, com ou sem acordo, a Oeste nada de novo...
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
www

Waterproof-adj.m. e f. (Ingl.). V. impermeável.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Kuando é k posso usar o K.

K na WIKIPEDIA, (AKI)

